O Assassinato do Sagrado e a Crise da Moralidade Pública
- 3 de mar.
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O sagrado e a moralidade pública sempre andaram juntos ao longo de nosso processo civilizatório para chegarmos agora a essa condição da mais perfeita desmoralização quando o sagrado é assassinado em plena luz do dia.
A questão aqui é entendermos o que define moralidade pública quando desde 1945 vimos o ascenso do militarismo, e a degradação da moral pública concomitantemente com a tentativa de desmoralizar tudo o que é mais sagrado.
A questão da degradação do sagrado está intimamente ligado a visão imposta pela bolha racional de máxima objetividade que não consegue impor moralidade pública através do código penal, alienando séculos de tradições de comportamento moral e ético que definiu moralidade como inspiração divina, comportamento social como contenção do pecado, e ética como fruto dos livros sagrados.
Como vemos, a moralidade pública entra em crise quando passa a ser definida apenas pelo código penal sem pecado, através da ética da pistola apontada sobre a cabeça do criminoso, que paradoxalmente comete ainda mais crimes, já que crime e castigo exaurem-se na desmoralização do regime militarista baseado na iniquidade social, na estratificação social, criando uma casta cívico-militar isenta de pecado que descamba para essa ditadura da porcaria de governantes pervertidos; acobertados pelas manipulações militares que transformam a sociedade num jogo político de generais atuando nas sombras da impunidade, culpando todos menos a eles mesmos; os verdadeiros responsáveis pela tutela que exercem sobre essa sociedade industrial militar desde o fim da segunda guerra mundial.
O militarismo pós 1945 criou essa sociedade de manipulações que pouco a pouco, através da propaganda materialista foi criando uma sociedade de iniquidades, onde a casta cívico-militar passa ser exemplo de decadência e conspirações que comprometem sua credibilidade, e a do próprio sistema industrial militar, já que incorrer no código penal é apenas uma questão de risco, e quanto maior o risco mais ricos e indecentes se tornam aqueles que ocupam esse poder emprestado do militarismo.
Desse modo, o militarismo afunda junto com a casta cívico-militar que o sustenta, e o generais entram no jogo do risco de serem apanhados pelo código penal, já que o pecado deixou de existir, e o sagrado passou a ser obliterado pela racionalidade e máxima objetividade em que vivem, já que as questões sociais se tornaram um caso de polícia, e o crime uma questão de risco de serem apanhados ou não, e o prêmio tornou-se nessa iniquidade social em que vivemos.
A questão do sagrado, nesse contexto político e social do militarismo atual sem limites, é uma ameaça constante de cobrança moral, já que a noção do pecado é inerente ao nosso processo civilizatório, definindo os limites entre razão e fé.
Os livros sagrados refletem essas tradições históricas de como Deus e a moralidade pública estão associados para muito além dessa bolha racional de máxima objetividade imposta pelos quartéis militares como símbolo de progresso social.
O assassinato do sagrado é a tentativa do militarismo de afrontar a Deus, tentando demonstrar que o processo civilizatório descambou para a máxima objetividade do sexo, drogas e rock-on-roll, além do aborto e do casamento homossexual.
Na medida em que o pecado não mais existe dentro dessa bolha racionalista, mulheres se tornam soldados e generalas; e homens casam-se uns com os outros dentro dessa ótica militar da máxima objetividade e racionalidade para se atingir o melhor do progresso e avanço social, pervertendo a criação divina.
Essa bolha racionalista passa então a acobertar o pecado, vilipendiar o sagrado, afrontar a Deus, e destruir as religiões que passaram a estar domesticadas, deixando as igrejas de serem dos profetas, tornando-se em edifícios cinzentos desmoralizados; transformados em bazares que celebram quermesses, incapazes de definir moralidade pública como faziam antes.
O aborto, seguindo essa ótica da bolha militarista racional e objetiva, é o símbolo da mulher liberta da maternidade, que descambou para a sexualidade objetiva dos quartéis em que se tornaram soldados e generalas; com o objetivo de aplacar os sentimentos homoeróticos da homossexualidade latente dentro dessas organizações, resolvendo então que homens e mulheres são iguais, e que não deve haver mais diferença entre vestiários masculinos e femininos. Tudo muito lógico e racional.
A homossexualidade passa então a ser o aborto do homem que casa com outro homem, abrindo caminho para que as mulheres se tornem soldados e generalas; e a própria ideia da procriação uma violação dos direitos da mulher que não mais procria, e que ser mãe passa a ser um arranjo sórdido de manipulações sociais de mulheres sem maridos, e crianças sem pais nem mães.
Esse progressivo deterioro do sagrado, das religiões, e a consequente eliminação do pecado vem desde 1945, distorcendo o comportamento social, focando no aborto uma forma de controle social da procriação, denegrindo a imagem sagrada da mulher, pela profanidade de vê-las transformadas em soldados e generalas, tendo como consequência homens homossexuais, formando desse modo uma perfeita sequência lógica e racional do melhor exemplo de decoro para se definir comportamento social e sexualidade nos dias de hoje.
O Islamismo é, ainda, a maior fonte de moralidade pública nesses dias de hoje, e portanto alvo constante do militarismo pois é, ainda, capaz de definir o sagrado, recolocando o pecado no contexto da ordem social para além do código penal.
A Rússia de Putin através da reconstrução da Igreja Ortodoxa Russa tem também feito um esforço memorável na recuperação das tradições históricas perdidas pelo comunismo soviético científico, racional e extremamente objetivo.
Os Estados Unidos do antigo Calvinismo Anglo saxão descambou de vez para o militarismo mais sórdido, pérfido e maligno, fazendo os norte americanos crerem no mais puro materialismo da riqueza sem fim, alienando-se em subúrbios de luxo, ignorando iniquidades sociais, transformando mulheres e homens em objetos materialistas destituídos de qualquer referência a Deus ou ao sagrado.
Como vocês gostariam de ser lembrados por seus filhos? Como mães, soldados, generalas, ou homossexuais?
Lembrem-se que os filhos não podem mudar o destino de seus pais, e que alguns lembrarão deles através de retratos de épocas felizes em que foram apenas filhos de pais e mães.
Outros, no entanto, preferirão esquecê-los em algum lugar negro como o inferno para nunca mais terem que lembrá-los como pais e mães que nunca foram, e que nunca os tiveram como filhos.
Pelo Prof. Ricardo Gomes Rodrigues
São Carlos, sp , 3 de março de 2026.





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