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Os Limites do Estado de Israel

  • 6 de fev.
  • 4 min de leitura

A despeito de um intermitente estado de guerra desde seu surgimento em 1949, os limites do perímetro básico de defesa em que os israelenses podem viver em segurança não vai além de 20 km da linha costeira, até aos subúrbios de Telavive.


Para além disso é território inimigo onde vivem na Cisjordânia tantos palestinos quanto judeus em todo Estado de Israel.


Além do fato, de que do norte da Síria até os limites do Marrocos já são mais de 200 milhões de árabes, passando pela península arábica e o Egito.


Um Estado que desejaria recuperar 2.000 anos de história atua de modo brutal sem entender que um país não é um empreendimento industrial militar, mas uma experiência enraizada em sua história e tradições que estão intimamente conectadas com seus vizinhos.


Um país não é uma ação unilateral que se impõe sobre um território mas um lento processo que desenvolve relações históricas consigo mesmo, e antes de mais nada com seus vizinhos.


Existir no mundo representa para um país sua história, que não pula capítulos para simplesmente resgatar acontecimentos que o originaram há mais de 2.000 anos atrás.


A realidade de então, sua história, de sua vizinhança obviamente não estão mais relacionadas com a atualidade de hoje.

Israel embarcou numa atitude unilateral de existência sem compreender que suas relações atuais de existência são resultados de história recente, e de como essa história recente tem estabelecido vínculos conflituados com seus vizinhos.


Essa atitude unilateral de existência do Estado de Israel é fonte de conflitos permanentes com seus vizinhos, sem entender que a existência de um país, para além de sua segurança nacional, é resultado de um vai e vem que ao longo do tempo legitima sua existência e prepara suas defesas.


O próprio Brasil de hoje é resultado não apenas da existência do antigo Império Português, mas também, das várias guerras contra invasões estrangeiras que no final legitimou não apenas nossa independência, mas definiu os limites de nossa segurança nacional devido a nossa localização no Atlântico Sul. E isso já leva 500 anos.


Não pensem os israelenses que existem atalhos nesse processo de se definir não apenas independência nacional, mas os Limites mais básicos do perímetro de defesa em que um Estado exerce soberania e plena segurança.


Desde sua fundação em 1949, o Estado de Israel carece até hoje de legitimidade quanto a sua independência nacional, como também, tem sérias dificuldades em definir os limites do perímetro no qual exerce soberania e segurança, e essas questões estão permanentemente sendo questionadas por seus vizinhos, não exatamente quanto a uma questão de direito internacional, mas sim, quanto aos valores e tradições históricas através da qual Israel exerce soberania nacional em relação a seus vizinhos.


De novo, no caso do Brasil, essas relações estão sendo legitimadas ao longo de 500 anos de evolução conjunta dos que falam português, em relação às Américas que falam espanhol e inglês; o que demonstra o ponto que estamos tentando estabelecer aqui, que a própria ideia dos limites em que um Estado Nacional exerce sua soberania é definido em conjunto com seus vizinhos.


No caso nosso do Brasil, esses limites são resultados de vários tratados que tentaram resolver limites de fronteiras, até guerras, as quais, ao longo desses 500 anos definiram a região sobre a qual exercemos soberania atualmente, mas isso não só não é definitivo, como também, está em constante transição quer por questionamentos internos como também por ameaças externas.


A constituição do Estado de Israel tem ignorado essas complexidades, tentando não apenas se impor sobre seus vizinhos através da força, e com pouquíssima legitimidade, mas também, devido as dificuldades encontradas, está transferindo esses seus problemas, que são locais, como se fosse um problema global, a que todos nós da comunidade internacional somos obrigados a participar, acabando por interfirir na soberania de outros países, tentando criar aliados de “legitimidade” duvidosa através das relações internacionais.


O Estado de Israel exporta seus problemas existenciais mal resolvidos, acobertado por um apoio norte americano incondicional que força seus aliados a serem cúmplices nesse processo, impondo através de lobies políticos judeus verdadeiras fraudes políticas de baixa representatividade, que está interferindo na política interna e soberania de outros países.

Políticos brasileiros tradicionais de origem judaica, que são parte de minorias, criam lobies que acabam elegendo políticos alinhados com esse pensamento de rolo compressor de Israel sem perceber que isso cria deslegitimidade, na medida em que impõe políticos sem raízes nacionais, e que depois de “eleitos” através de manobras políticas são severamente questionados.


Os casos são muitos, por exemplo, como Kassab elegeu um carioca como governador de São Paulo sem nunca ter morado em são Paulo; ou como uma deputada estadual pode ter recebido 2 milhões de votos, ou ainda, como o governador eleito do Rio grande do sul, assumidamente homossexual, é constantemente vaiado e ameaçado quando sai a rua; ou o caso famoso do general aposentado desse mesmo Estado “eleito” para o Senado sem nunca ter tido bases eleitorais no Rio Grande.


As influências desses lobies judeus é mais do que clara, não apenas através de Kassab, mas também do Governador do Amapá igualmente de origem judaica.


O problema não se restringe apenas ao Brasil, mas vai em direção à Argentina e ao México quando judeus são “eleitos”, tornando-se minorias que representam uma maioria através uma história e cultura totalmente diferente, quando falar o mesmo idioma não é suficiente para dar legitimidade a minorias étnicas de origem judaica para governar países tão complexos.


No próprio Estados Unidos, o problema da interferência de lobies judeus é marcante na indústria cinematográfica de Hollywood, assim como, no mercado financeiro de Wall Street.


Os israelenses estão exportando seus problemas do Oriente Médio, interferindo em assuntos internos de outros países; essas atitudes terão consequências, e em nada ajudam a constituição, estabilização e consolidação do Estado de Israel que embarcou num processo militarista para resolver problemas de origem política, gerando uma sociedade que vive num bunker, do litoral até Telavive, que ameaça a todos e é ameaçada por todos.


Pelo prof. Ricardo Gomes Rodrigues


São Carlos, sp, 6 de fevereiro de 2026

 
 
 

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