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O Português Falado no Brasil

O Português Falado no Brasil_


A visão colonialista de que o Brasil foi ”colonizado” e que segue um padrão linguístico original ”fragmentado” por contribuições de povos explorados está totalmente equivocada, e tenta reforçar o ego europeu imposto pela colonização Yankee que tenta moldar nossa história e nossa língua como uma ex-colônia liberta.


O erro dessa abordagem é uma tentativa de impor a história norte americana como um modelo de um continente Americano liberto da colonização europeia, tentando fazer parecer nossa história com a deles, baseada em guerras de independência e revoluções.


A história do Brasil, em particular, contesta essa ideologização imposta por Universidades Yankees que são financiadas pelo (D.O.D) (Department of Defende, or War como agora).


A evolução da história do Brasil desde o Império Português até o Império do Brasil, deixa muito claro que nunca fomos uma colônia, e que a língua portuguesa falada no Brasil não é uma fragmentação fonética, típica do continente Africano, onde aí sim, o colonizador europeu teve que se adaptar a línguas e costumes históricos já existentes, onde a continuidade histórica do reino da Etiópia é ainda hoje um exemplo da resiliência da história da África às invasões estrangeiras.


O curso dos acontecimentos históricos no Brasil desde 1500 até hoje, não seguiu esse caminho suposto de libertação histórica contra Portugal, mas sim de transformação desse território antes português em terras Brasileiras.


A formação do Império Português, bem explicado por Roger Crowley em ”Os Conquistadores” deixa claro que Portugal não tinha população nem estrutura de Estado capaz para formar um império territorial no Índico, o que eventualmente o deixou vulnerável aos holandeses e ingleses que facilmente tomavam à força de Portugal suas feitorias, base das transações comerciais e do poder imperial português tanto na África como no Oceano Índico.


No Brasil a história do Império Português foi totalmente diferente e se aproxima a própria formação do Império espanhol, seus primos e (colaboradores), nesse continente Americano inventado por eles.


Esse fato fica bem claro nas invasões holandesas no Nordeste açucareiro do Brasil de então, quando de baixo da mesma bandeira espanhóis e portugueses expulsaram os holandeses da Bahia.


Mas, a resistência dos brasileiros-lusitanos no Pernambuco é visto como o início da formação de um sentimento nativista brasileiro, ou seja, apego a sua própria terra.


As análises das influências indígenas e negras no Brasil dessa época como exemplo de fragmentação fonética decorrentes de um etnicismo imposto pelas universidades Yankees da atualidade estão totalmente equivocadas.


O que se seguiu a expulsão dos holandeses foi um massacre de colaboracionistas na localidade na costa da Paraíba chamada até hoje de baía da traição.


As contribuições tanto fonéticas como étnicas, tanto dos indígenas quanto dos escravos negros foram equivalentes as dos árabes, judeus, italianos que vieram depois.


O que quero deixar bem claro aqui que jamais houve nenhuma fragmentação fonética, ou de etnicismos na formação da cultura desde sermos lusos brasileiros até nos tornarmos Brasileiros mesmos.


A formação do Brasil a partir de um Império Português foi feita através de população diminuta com vínculos muito fortes com Portugal, quando a população portuguesa que aqui se estabelecia cruzava vínculos nativistas com Portugal, e a expulsão dos holandeses em Pernambuco, e o massacre na baía da traição que se seguiu é exemplo disso.


Nunca fomos uma feitoria portuguesa, mas um território incorporado culturalmente, formando uma unidade nacional estruturada por um Estado português muito bem armado e estruturado.


Essa é a origem e a razão do tamanho que somos hoje como Brasil no continente Americano, o que nunca aconteceu com nenhuma ”colônia” europeia em nenhum outro lugar.


Até nos tornarmos o Império do Brasil houve sim uma lenta transformação nossa de luso brasileiros para brasileiros, e a transformação do português para o português do Brasil segue essa lenta mutação.


De modo algum, as contribuições indígenas, negras, árabes, judias, italianas ou alemãs, jamais alteraram as estruturas formais da gramática tanto em Portugal quanto no Brasil, e é assim até hoje.


Nenhuma ”colônia” se transforma em Império do dia para noite como foi o caso do Brasil, mas como uma secessão dentro da própria casa real portuguesa de Bragança que separou o Reino de Portugal do Império do Brasil.


As famosas homílias do Padre Jesuíta Antônio Vieira do século 17 na Bahia são exemplos de que jamais houve qualquer fragmentação fonética, ou étnica na língua portuguesa falada no Brasil, mas sim uma evolução baseada nessa secessão histórica havida entre Portugal e o Brasil que formavam um mesmo país.


Nossa história não está de forma alguma relacionada a guerras de independência, revoluções ou ainda em etnicismos maliciosos e fraudulentos como forma de fragmentação linguística e política do Brasil de hoje.


Pelo Professor Ricardo Gomes Rodrigues


São Carlos, São Paulo, 24 dezembro de 2025

 
 
 

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