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Moeda e Desenvolvimento Nacional

  • 17 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de abr.


Variações câmbiais no período (99-21)

O câmbio tem um papel crítico em nosso desenvolvimento e deve ser avaliado com cuidado.


Em certo momento tínhamos muito mais PIB que China Comunista e Coreia do Sul, e em pouco mais de 30 anos o PIB/cap deles disparou e ficamos no tradicional USD 8 K.


As políticas de constantes desvalorizações cambiais foi nos impondo essa condição.

O PIB Brasileiro entre 99-21 cresceu 9 vezes, enquanto que o câmbio caiu 6 vezes.


Esse foi o resultado de uma moeda que se desvaloriza para fazer reservas internacionais, mas que provoca uma perda de poder aquisitivo interno sob o pretexto de que uma valorização do câmbio estimula a importação.

Sim, de fato o câmbio valorizado favorece a importação, se seu objetivo é fazer reservas internacionais.


Se seu objetivo é o desenvolvimento nacional, o câmbio reflete o poder de compra da moeda, a valorização dos salários e o consumo, fechando a equação: salário, emprego e renda com a da produção e do consumo.


Se o câmbio tivesse entre (99-21) ficado estável, hoje o Brasil seria a 3 ou 4 economia mundial com PIB/ cap de USD45 K, bem diferente dos atuais 8 K.


A lógica dessa economia “colonial” é desvalorizar o câmbio, fazer reservas internacionais, reduzindo o poder de compra e a valorização do salário emprego e renda.

Em consequência, aumenta-se os juros que passam a ser tão altos quanto antes era a inflação.


Porquê? Temos um consumo concentrado numa minoria de 40% de altíssimo consumo; contra 60% de reverso baixíssimo consumo.

O giro dos estoques é lento; o crédito excessivo gera inadimplência, e assim os preços aumentam, ficando a economia do Brasil contida em um permanente nível de juros altíssimos.


A Coreia do Sul, e principalmente a China Comunista, com o objetivo de criarem um mercado de consumo, usaram a valorização cambial para aumentar o nível salarial de suas economias através de um PIB/cap crescente que acompanhava o crescimento do próprio Pib.


Por outro lado, no caso do Brasil o PIB crescente foi acompanhado de constantes desvalorizações da moeda, o que nos manteve contidos no nível de USD 8 K per capita, gerando baixíssimo salários para 60% e altíssimo consumo para 40% da população ativa, e isso é o responsável por uma industria atolada em baixos níveis no giro dos estoques, com preços tendo que serem reavaliados constantemente para cima e o nível de produção constantemente para baixo, gerando em consequência um cenário de baixa competitividade com juros altos.

Diante desse cenário, o Banco Central é forçado a manter juros em patamares absurdamente altos para controlar a inflação constante de preços que não se estabilizam nunca.


Ora o quilo do pó de café chega a BRL120; ora baixa para BRL30, quando não o arroz, a carne e os produtos de supermercados tentam se adaptar da mesma forma aos generalizados baixíssimo salários, ora impactando os preços de certos produtos para aliviarem o consumo de outros, administrando o fato de que 40 % tem altíssimos níveis de consumo contra 60% com baixíssimos salários e renda, vivendo de empregos de baixa produtividade.


Assim os atacadistas tentam administrar esse cenário da realidade de estoque versus baixíssimo salários para esse PIB/cap de USD 8 K de um Brasil de 220 milhões de habitantes


Pelo Professor Ricardo Gomes Rodrigues

São Carlos, SP, 17 de abril de 2026


 
 
 

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