
A Formação de Capital no Brasil
- 25 de mai.
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A gravidade da situação atual é que fomos inseridos nessa globalização trocando commodities por títulos de dívidas (USBonds), e os dólares ficam com Cargill e Bunge.
Isso impede a formação de capital nacional que de fato controle a economia do Brasil.
Temos uma economia historicamente forjada por uma república de generais, ou seja, militarizada para que os locais cooperem com os interesses geopolíticos yankees, e quem decide ,(os generais), ganham BRL 100k por mês como funcionários públicos para os quais não há ganhos por empreendedorismo, mas por “cooperação”.
Esse formato colonial militar marca definitivamente a formação de capital nacional no Brasil que segue esse modelo burocrático-militar, resultante do pacto colonial que não acumula riqueza em forma de capital, mas sim de uma moeda local desvalorizada na forma de reservas em títulos de dívidas do governo Norte Americano (USBond).
Esse panorama econômico de submissão criou uma economia histórica de empresários que são não mais do que empregados locais assalariados, que ganham em moeda local desvalorizada sob a vigilância de generais, alguns até viram senadores, que impedem o empreendedorismo para que ninguém lhes faça sombra no poder que exercem sobre essa república que eles mesmos proclamaram para servir aos interesses geopolíticos yankees no Atlântico Sul.
Não há como exercer soberania sem que se acumule capital nacional com força para desafiar o poder de Cargill e Bunge na formação de preços do agronegócio no mercado global.
Sem a formação genuína de capital nacional, a economia do Brasil se tornou uma vitrine macroeconomica que acumula reservas que não geram ganhos de capital para aqueles que geram esses mesmos ganhos, que seria o agronegócio.
Então, o agronegócio não gera a formação de capital nacional.
Então, o que forma capital nacional?
Por suposto, o GovBr que gera os melhores salários na forma de empregos públicos através de concursos públicos dificílimos, demonstrando que todo o empreendedorismo da economia brasileira está restrito a passar numa prova de conhecimentos gerais.
Agora, mas o que é empreendedorismo?
Empreendedorismo é a capacidades das elites em gerarem capital e divisas através do risco, que é o prêmio que os “fariam” acumular capital “nacional”.
Sem uma elite capaz de suportar riscos ficamos historicamente incapazes de acumular riqueza, mas não mais do que poupança através de altos salário gerados por ganhos constantes nos empregos públicos.
É justamente isso que o agronegócio brasileiro não é capaz de fazer, pois é resultado de uma acomodação de poder entre os generais com altos salários (sem riscos), e uma casta cívico-militar baseada em franquias que compram no mercado para garantir ganhos também sem riscos.
No meio de campo temos uma moeda constantemente sendo desvalorizada que dá até impressão de ganhos (desvalorizados), mas que no longo prazo não vai além de um PIB/cap de $8k.
Conclusão, nem conseguimos a formação de um capitalismo nacional, nem a formação de um mercado de produção e consumo, além de ter como resultante salários muito baixos e empresário do agronegócio que não conseguem acumular capital e investir na industrialização, ou ainda, aumentar seu poder de barganha e pressão nos preços das commodities no mercado global para desafiar o monopólio Cargill, Bunge , e outras.
Essa é a realidade de uma república proclamada por Generais que impede a formação de capital nacional devido ao pacto colonial que administram desde 15 de novembro de 1889.

Pelo Professor Ricardo Gomes Rodrigues
São Carlos, SP 25 de maio de 2026













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