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Custos logísticos: encargos ou oportunidades?

  • 2 de jun.
  • 2 min de leitura

Afinal, custos são encargos ou oportunidades?


As noções contáveis clássicas colocam custos como encargos, porém nesse mundo da logística globalizada a questão pode ser vista de outra forma.


Custo como encargos


Custo é encargo quando você não vê outro caminho a seguir, colocando todos os ovos na mesma cesta de rotas preferenciais, porém custos tornam-se oportunidades quando a sua principal questão logística for ampliar possibilidades para incorporar novos mercados e consumidores.


A diferença pode ser significativa.


A questão do custo como encargo define rotas em que você coloca todos os ovos na mesma cesta da razão (Ton/km) da quilometragem percorrida, e então, o frete de transportes é sua maior preocupação.


Nesse caso, a carga (ton) procura sempre a menor quilometragem percorrida em direção aos seus consumidores tradicionais, definindo uma cesta de ovos de oportunidades limitadas a centros de distribuição de alcance “restritos” a suas limitações na razão clássica (Ton/km) da quilometragem percorrida.


Custo como oportunidades


Custo torna-se oportunidade quando a questão do gerenciamento da razão (Ton/km) tem como objetivo não a melhor rota, mas como expandir mercado e alcançar novos consumidores.


Nesse caso, a questão não está centrada nos centros tradicionais de distribuição, mas como acessar mercados fora do alcance de suas possibilidades, que você mesmo definiu ao colocar todos os ovos na mesma cesta da razão óbvia (Ton/km).


Se você procura por oportunidades, a chave da questão logística é de como viabilizar seu acesso ao consumidor, ali do outro lado de suas possibilidades, quando então a gestão da razão (tons/km) torna-se a chave dessa questão.


O frete de transporte


A pergunta é: “mas, quando o frete inviável economicamente torna-se viável para além do melhor caminho, ou o frete mais baixo”.


Essa questão talvez possa ser respondida da melhor maneira mantendo-se em “perspectiva” o mercado a ser alcançado, e não a rota propriamente dita, mas sim as possibilidades de constantemente você poder alterar as relações (Ton/km) em uma direção “modal” ou outra.


Sob esse ponto de vista, o custo dos transportes não é “exatamente” o frete, mas sim como você administra a razão (Ton/km) para alcançar novos mercados em uma direção ou outra, abrindo e fechando rotas, evitando colocar todos os ovos na mesma cesta, expandindo seus mercado.


Dessa forma o frete não é a questão, mas sim a administração da razão (Ton/km) da quilometragem percorrida.


Pelo Professor Ricardo Gomes Rodrigues

São Carlos, sp, 2 de junho de 2026

 
 
 

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