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Custos logísticos: encargos ou oportunidades?

  • 4 de jun.
  • 3 min de leitura

Custos logísticos: a questão da eficiência modal


A questão dos custos logísticos nesse mundo globalizado está associado a atuação do agenciador da carga, do transportador, do frete cobrado, e das operações de embarque-desembarque nos portos de saída-entrada no decorrer das operações de importação e exportação.


Podemos perceber que a questão dos custos logísticos se expandem em todas as direções, colocando em relevo como rotas terrestres, marítimas ou aéreas definem competitividade para melhor se atingir mercados e clientes.


A questão do custo na logística, então, está ligado ao desempenho e ao nível de serviço, que conjugados com distâncias e volumes de cargas, passam a ser as variáveis que definem eficiência sob o ponto de vista do cliente em suas necessidades de “just-in-time”.


“Just-in-time”


“Just-in-time” é a experiência do cliente quanto ao nível de serviço prestado pelo sistema logístico, o qual por essa razão, requer flexibilidade e eficiência; e essas duas coisas são difíceis de serem conciliadas.


A maneira como o sistema logístico pode conciliar flexibilidade e eficiência é a principal questão tanto nas definições de rotas quanto às opções modais disponíveis às operações.


As definições de rotas e eficiência do sistema logístico enfrentam a barreira do frete de transporte, que em última análise, viabiliza tanto o acesso ao mercado quanto ao melhor atendimento aos clientes “just-in-time”.


Definição de Rotas Logisticas


Se a questão é operar “just-in-time”, então a definição de rotas passa a ser a peça principal no jogo entre o produto, o despacho, o acesso ao mercado e ao cliente, e portanto são prioritários para além do frete de transporte.


Porém, se rotas são prioritárias sobre o custo do frete de transporte estamos diante do dilema da economicidade, lucro versus custo e viabilidade econômica.


Se custo e lucro estabelecem um dilema para a eficiência nas definições das rotas de operação; está claro que deve haver um ponto de equilíbrio em que as rotas viáveis se tornam inviáveis, e vice versa.


Para entendermos melhor essa questão, a viabilidade das rotas está associada à razão em que é definida a taxa (Ton/km), sendo tonelagem (o produto), e a quilometragem percorrida (o modal de transporte).


A taxa (Ton/km) é a questão a ser bem administrada, que no final pode resolver o dilema custo, viabilidade versus lucro e economicidade.


A forma na qual essa taxa é bem distribuída na malha modal entre origens e destinos vai garantir lucro, ou prejuízo, no conjunto sistêmico das operações logísticas para além do custo do frete de transporte.


Percebam aqui, que a taxa (Ton/km) não está se referindo ao custo do transporte, mas sim, a viabilidade econômica das rotas sobre a malha logística, impondo a combinação dos modais como fundamental para além do frete de transporte mesmo.


A Eficiência Modal nos Transportes


A questão da eficiência modal nos transportes passa a ser prioritária na definição e economicidade das rotas disponíveis no sistema logístico para se atingir mercados e clientes, criando-se uma rede mais ampla para além da questão do frete de transporte propriamente dito.


Podemos observar aqui, que a questão da administração dos custos logísticos está além dos custos de transporte, apontando para a eficiência na qual a taxa (Ton/km) está sendo bem administrada, distribuindo-se os custos nessa mesma razão em que a carga (Ton) se distribui sobre a rede logística percorrida pela quilometragem.


Esse ponto de vista muda as perspectivas sobre a visão dos custos logísticos de “encargos” para “oportunidades”, pois que a questão passa a ser a integração modal, distribuição eficiente da taxa (Ton/km) com o objetivo de se definir lucro-prejuízo sobre a malha logistica, e níveis de serviços “just-in-time” de acordo com as necessidades dos clientes e do mercado.


A Integração Modal Porto-Aeroporto



A integração Porto-Aeroporto expressa muito bem como essas necessidades de integração dos custos de transportes à malha logistica operam dentro dos limites da globalização dos terminais em busca de melhores níveis de serviços, eficiência e economicidade (lucro/prejuízo).


De modo bem simples, isso significa um equilíbrio entre maior velocidade (aéreo) versus maior carga (marítimo), dentro dos limites de como a taxa (Ton/km) pode ser bem administrada desde a origem/ destino; e o local de embarque/desembarque.


Acredito que fica claro nessa breve discussão sobre custos logísticos, que o ponto principal na definição de rotas não é o custo do frete de transporte, mas sim, a melhor administração possível da taxa (Ton/km), e portanto, não se definindo rotas modais em particular, evitando-se colocar todos os ovos na mesma cesta, que possa ser um entrave nas necessidades urgentes de se alterarem rotas para melhor eficiência nas necessidades de integração global dos terminais, mercados e clientes.


Veja também a Geopolítica do Atlântico Sul



Pelo Professor Ricardo Gomes Rodrigues

São Carlos, 4 de junho de 2026

 
 
 

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