
A Questão Política do Lulismo no Brasil

A questão política nesse momento no Brasil é entender bem o resultado dessas eleições de 2026
A realidade política mudou
Esses longos anos de mediocridade chegaram ao fim por exaustão dos acordos políticos espúrios que criou essa monstruosidade política chamada de “centrão”
Esse espectro político é o que vem sabotando todos os resultados eleitorais desse país desde a constituição de 1988
O resultado tem sido a desindustrialização e a financeirização, que a partir de 1988 fez a transição de um regime militar para a criação de uma casta civico-militar baseada no mesmo pacto colonial instituído pela intervenção militar de 15 de novembro de 1889 quando o Brasil tinha 10 milhões de habitantes, e hoje tem 220 milhões
Essa é a crise institucional e econômica que vivemos desde então, acobertada por esse espectro político detestável chamado de “centrão” com suas vertentes que vão do Bolsonarismo ao Lulismo
A questão do Lulismo é (foi) a personalização da questão do trabalho, já que vem ironicamente a partir das história do ascenso do PT (Partido dos Trabalhadores) na política nacional com o fim do regime militar
Ironicamente... Pois que o desenvolvimento da história do PT desde 1988, em vez reorganizar a questão do trabalhismo de Getúlio Vargas, retrocedeu em direção a desindustrialização e a financeirização, que no final nos trouxe a essa situação atual onde os resultados das eleições de 2026 questionam esse trinômio: Lulismo, desindustrialização e financeirização
O Lulismo resultou historicamente na personalização da questão do trabalho que no final desorganizou a herança de Vargas em direção à desindustrialização e à financeirização, o que é contraditório
Esse Lulismo, através da personalização política em torno de seu líder, é (foi) o que criou essa monstruosidade política do tal “centrão” numa política de acomodação que na verdade desorganizou o trabalho, e não criou nenhuma nova vertente trabalhista, mas o oposto, criou ambiguidade em relação ao próprio partido (PT), por suposto dos “trabalhadores”
Então, a personalização da questão do trabalhos em torno de Lula, e a acomodação politica através do “centrão”, criou esse espectro político pernicioso, que recriou as condições de um pacto colonial renovado de 15 de novembro de 1889, sem a necessidade de uma intervenção militar já que isso foi feito inquestionavelmente pelo Lulismo através da personalização da questão do trabalho, restrita a questões sociais periféricas e politiqueiras tais como, combate a fome e a desigualdade social
As políticas do Lulismo em torno do combate a fome e a desigualdade social são (foram) periféricos e politiqueiras por que justamente ignoraram , e ainda ignoram, a própria questão do trabalho
O combate às desigualdades sociais começa e termina com a organização social do trabalho e das classes sociais
É aí que a personalização do Lulismo, e sua política de acomodação com “centrão” falha (ou falhou) pois que não reorganizou a questão do trabalhismo de Vargas, nem tão pouco reorganizou as classes sociais, mas sim desorganizou tudo, nos fazendo retroceder ao pacto colonial de 15 de novembro de 1889, numa espécie de reconfiguração (renovação) das oligarquias de antes de 1930, que representavam um pacto colonial, que impedia nossa industrialização, e o desenvolvimento nacional, a bandeira de luta da revolução nacional de Vargas de 1930 até 1945
Com o Lulismo, sua acomodação com o “centrão”, e suas políticas periféricas de combate às desigualdades social, retrocederam a antes de 1930
A questão da desindustrialização foi o resultado da desarticulação da questão do trabalho, que desorganizou as classes sociais e nos impôs uma casta cívico-militar baseada em questões financeiras de equilíbrios macroeconômicos, transferindo a administração de recursos públicos para as mãos de operadores de mercado, já que suas preocupações eram, e são, os retornos devidos aos portfólios de investimentos que eles administram de seus cliente milionários
Então, a desindustrialização é consequência direta dessa desarticulação da questão do trabalho, e principalmente da desorganização das classes sociais, atingindo os trabalhadores através do enfraquecimento dos sindicatos, e o empobrecimento das classes médias
A financeirização é resultado tanto da desindustrialização quanto das políticas periféricas e oportunistas do Lulismo através de suas políticas de acomodação com o tal “centrão”
O resultado da financeirização tem como consequência essa eterna busca de reformas econômicas com o objetivo de definir um modelo macroeconômico que fixa os parâmetros através dos quais os operadores de mercado administram os portfólios de investimentos de seus clientes milionários
A financeirização representa a desarticulação do trabalho e das classes sociais em prol de valores que são não mais do que índices macroeconômicos na gestão de recursos públicos nas mãos de milionários, o que explica a formação dessa casta civico-militar, que representa um regime oligárquico semelhante ao que existia antes de 1930
A desindustrialização é resultante dessa desarticulação tanto das classes sociais quanto do próprio trabalho, quando a administração de recursos públicos passam para as mãos de operadores de mercado, simplificando as questões sociais tanto em termos de índices macroeconômicos, quanto da simplificação da produção em termos de commodities agrícolas, destruindo as aspirações de ascensão social das classes médias, e a formação de uma oligarquia agrária dependente tanto desses índices macroeconômicos quanto das manipulações dos recursos públicos pelos operadores de mercado

O Lulismo através de personalização da questão política do trabalho em torno da figura de Lula da Silva; suas acomodações e conchavos com o centrão, e ainda acobertado por questões sociais periféricas e oportunistas deslocou a questão do trabalho, e da organização das classes sociais no Brasil, num show de entretenimento em aliança com donos de aplicativos da Internet, e o militarismo aliado desse pacto colonial renovado a partir das constituição de 1988, que representam em conjunto uma paródia da intervenção militar de 15 de novembro de 1889
Pelo Prof. Ricardo Gomes Rodrigues
São Carlos, 2 de novembro de 2026
Veja o vídeo da era Vargas

























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